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 Os antigos sábios, firmemente aferrados a sua visão muito particular de entender as coisas da vida, afirmam que as crises são cíclicas, inevitáveis e servem para pôr a prova o direito real do homem à sobrevivência. Acreditem, isso pode ser provado pelo fato de que, de um modo ou de outro, tem sido assim desde tempos imemoráveis.

 Neste ano de 2022, assombrado pelos avatares do clima e inúmeros acontecimentos calamitosos, assombram as imagens desses dias difíceis turbinados pelas epidemias, os conflitos entre nações, as brechas profundas na arquitetura social, as caricaturas de um humanismo moribundo e um acentuado declínio da atividade econômica o que, para os pessimistas de plantão, são indícios evidentes do início de uma era terrível para os atribulados viajantes da nave Terra.

Como não podia deixar de ser, logo aparece a caravana de seus filhotes indesejáveis, comandados pelo desemprego, inflação, descontrole fiscal, desconfiança generalizada no governo, fissuras na gestão empresarial, queda do comércio internacional, ameaças de protecionismo, redução dos investimentos, tensão crescente entre países, pessimismo contagioso enfim, por aí vão surgindo fantasmas para provocar uma visão digna do apocalipse.

 Para combater esse mal, é preciso muito trabalho embalado com atitudes isentas de egoísmo e compartilhado por todas as nações do planeta.

A responsabilidade dos 193 países-membros da ONU, muito especialmente para os mais poderosos, pode ser percebida no fato de que a profundidade e o alcance dessas mutações, absolutamente fundamentais, podem muito bem virar uma questão de vida ou morte para as próximas gerações. 

Agora, a bem da verdade, sabemos o que fazer e temos os meios e as tecnologias para realizar o necessário. Então, resulta mais que evidente que o centro do problema é político, derivado da atuação de dirigentes globais incapazes, ou escravos de interesses inconfessáveis, ou cegos para perceber as terríveis ameaças que ensombrecem o futuro.

 As lideranças responsáreis. cientes de seus deveres como parte da espécie dominante do planeta, sabem muito bem que não podem sacrificar o porvir de nossos povos no altar de egos e interesses menores e devem, obrigatoriamente, dar um espaço maior as soluções necessárias para tentar resolver esse caos infernal que castiga, de um jeito ou de outro, toda a humanidade. 

Naturalmente, como parte essencial da solução, tentar preservar os valores éticos  e morais que, nunca é demais insistir, precisam voltar a ser parte essencial das relações entre os inquilinos da Terra.

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