A transferência será concluída até julho deste ano. Segundo o presidente do armador no Brasil, Nelson Carlini, trata-se de uma decisão para reduzir custos, juntar setores e aproveitar sinergias. Outra alteração é que o escritório de apoio passará a ser em Santos, onde se concentrarão, por exemplo, os departamentos financeiro e de recursos humanos. No Rio de Janeiro ficará apenas a agência naval.
Carlini – que está se aposentando e deixa a CMA CGM na sexta-feira, dia 30 – refuta qualquer relação entre a mudança da sede e a reestruturação financeira pela qual passa o terceiro maior armador de contêineres do mundo. «Não tem qualquer relação. Éramos a única empresa de navegação internacional que ainda mantinha a sede no Rio. Temos um prédio grande em Santos e São Paulo. No Rio não é nosso e como estamos crescendo, teríamos de alugar».
A CMA CGM estima fechar este ano com movimentação de 310 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) nos tráfegos com o Brasil, aumento de quase 9% sobre 2009. Em 2008, a companhia francesa movimentou 330 mil Teus.
Cabotagem
De acordo com Carlini, a empresa pretende fretar um segundo navio porta-contêiner. «Existe a possibilidade de fretarmos um navio de mesma tonelagem e isso será feito», disse, referindo-se à primeira embarcação alugada para a navegação doméstica – o navio DG Columbia, com capacidade para 17 mil toneladas.
Durante a Intermodal South America 2010, a CMA CGM anunciou sua entrada na cabotagem. A empresa fechou um contrato de afretamento com o armador Di Gregório para operar o DG Columbia. O navio está sendo adaptado em Manaus. A embarcação fará a rota Manaus-Santos, a princípio.
Fonte:
Guia Maritimo
