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Lucien Febvre, historiador, filosofo e futurista, afirma: “Cada época fabrica mentalmente seu universo com todos os materiais com que dispõe, todos os fatos, verdadeiros ou falsos, que herdou ou que acaba de adquirir, mas também com seus próprios dons e sua engenhosidade específica, os seus talentos, as suas habilidades, com tudo o que a distingue da época precedente”.

Bem, no girar desse mundo louco, é bom parar de vez em quando e reflexionar sobre algumas verdades que, todavia, que molestas, podem ajudar a mudar nossa percepção da realidade e contribuir para uma postura diferenciada em nosso caminhar por este Planeta Azul. Por exemplo:

Inevitavelmente, tudo muda. Apenas não sabemos quando isso vai acontecer. A teoria econômica ainda não conseguiu explicar por que uns tem tanto e outros tem tão pouco. Isso, desde as origens dos tempos.

Muitos acreditam que estão presos a um sistema que não entendem, não desejam, não atende suas expectativas e que precisa mudar. A grande dúvida é como mudar e para onde. A globalização não tem criadores, não tem início, não tem pais, simplesmente, aconteceu. Então, consequentemente, não tem compromissos. Quem sabe, deve ser vista apenas como a continuação do processo milenar para tentar encontrar o caminho da prosperidade. Ou, eventualmente, uma forma para impor a vontade dos poderosos – que tudo têm – para a maioria – que pouco ou nada têm.

  *As 1.000 maiores empresas mundiais são uma das partes fundamentais do poder globalizante.  Essa fantástica concentração de força deixa à maioria da população mundial à mercê de decisões apenas guiadas pelos interesses dessas empresas.Duela a quién duela”.

Uma verdade inconveniente, cuidadosamente ignorada pela “história oficial”, pode ser debitada à exploração desmedida de recursos naturais – o petróleo e o carvão têm lugares de honra – cuja posse nos países do terceiro mundo, na África, na Ásia e na América Latina, era (é) geralmente obtida mediante suborno (corrupção), prática institucionalizado pelas nações mais poderosas do mundo, os EUA e o Reino Unido na cabeça.

Segundo Confúcio, “apenas o homem nobre (em termos de moral) deve ser governante e deve sempre procurar rodear-se de conselheiros nobres e virtuosos. O governo deve ser o reflexo de sua moralsua capacidade de amar, sua obediência filial e o respeito a suas tradições”.

Por MIGUEL S. NOZAR, Economista, Docente y Escritor

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