UMA FORÇA PODEROSA
Com a luz vermelha piscando, o Brasil patina lastimosamente na manutenção e na geração de novos empregos, exigindo ações inovadoras para ocupar as legiões que buscam e querem participar como atores no desenvolvimento do país que, por outra parte, está longe em registrar índices de crescimento adequados às suas necessidades e potencialidades.
A crise está gerando conflitos inevitáveis de adaptação a uma nova ordem de relacionamentos entre o capital e o trabalho, ambos acuados por essa nova realidade que, numa face, estabelece a competitividade como símbolo máximo da excelência empresarial com sua implacável relação custo/benefício-máquina/homem; e noutra, mostra a perversidade de uma equação nefasta: menos emprego, menos renda, menos renda. menos vendas; menos vendas, menos produção; menos produção, menos investimentos; menos investimentos, menos crescimento; menos crescimento, menos empregos…..É assim por diante, num “modus perpetuo” , recomeça o círculo sinistro, cuja força de atração atrai de forma insensível para o desespero e a fome uma parcela significativa da sociedade.
É claro que existem mecanismos para solução desse paradoxo da sociedade moderna. Um deles, para aplicação imediata, seria a formação de exércitos de pequenos empresários – outrora empregados – que, sob a égide do empreendedorismo encontram a motivação e os incentivos necessários para constituir pequenos empreendimentos para dar asas a sua vontade de sobreviver economicamente e gerar riquezas.
O mecanismo para promover uma revolução positiva nessa área é muito simples: a) crédito abundante, a juros compatíveis com a função social do objetivo proposto, subsidiado se preciso; b) sistema eficaz de informação de negócios e oportunidades; c) menos burocracia; d) lideranças, que em vez de gastar tempo e energia tentando achar bodes expiatórios, trabalhem com vigor e proclamem aos quatro ventos “nós podemos crescer mais, sim”.
Sem esquecer que a pequena empresa tem, pelo menos, duas características especialmente positivas: a) a relação capital – emprego gerado é muito pequena, ou melhor, com pouco investimento são gerados muitos empregos, o que é a fórmula ideal para os países pobres e os emergentes, como o Brasil: b) sua inquestionável capacidade de distribuir renda e assim contribuir diretamente para a melhor qualidade de vida da maioria da população.
Isso faz da pequena empresa uma fábrica de desenvolvimento socialmente sustentável e parte essencial da multiplicação dos benefícios do crescimento.

