Rodada de negocios discute eixos de integração para obras de infraestrutura
O setor privado é, sim, capaz de responder à convocação da União de Nações Sul-americanas (Unasul) para investir no pacote de obras que deverá aumentar a integração de infraestrutura do continente. A análise é deCarlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
“Se quisermos tirar os projetos do papel e atrair investimentos para a realização das obras, os governos precisam discutir com o setor privado no sentido de colaborar com o apontamento de soluções para que a carteira de projetos aconteça”, explicou Cavalcanti logo após a rodada de negócios complementar ao Seminário de Infraestrutura da América do Sul-8 e Eixos de Integração, realizado na sede da FIESP no dia 24 de abril.
Participou da rodada de negócios um total de 75 empresários, número superior às expectativas, inicialmente eram apenas 54 inscritos. Nas reuniões, em caráter mais informal, foram tratados seis eixos de integração com representantes de governos, técnicos da Unasul, do Conselho Sul-americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).
Na opinião do diretor-titular do Deinfra, o evento serviu como alicerce para impulsionar a participação do setor privado nos aportes de mais de US$ 21 bilhões, volume previsto para o pacote de obras.
De acordo com Carlos Cavalcanti, a FIESP pode oferecer suporte técnico com a atualização permanente dos dados. “O trabalho deu dimensionamento visual dos projetos apresentados durante o seminário”. Muito elogiado pelos participantes, o livro “8 Eixos de Integração da Infraestrutura da América do Sul”, de mais de 300 páginas, ganhou uma versão em vídeo, um instrumento visualmente forte na divulgação dos impactos nas regiões, segundo Cavalcanti.
“Essa publicação estabeleceu um modelo que, a partir de agora, servirá para os governos, para o Cosiplan e para a Unasul atualizarem seus dados. No ponto de vista de prover a informação e criar um ambiente de diálogo com o setor privado, as ações da Fiesp foram um sucesso”, avaliou o diretor.
Carlos Cavalcanti afirmou que a integração logística da América do Sul é prioridade da Fiesp, e que a entidade continuará atualizando as publicações, além de estabelecer uma curva de desempenho deste pacote de projetos, como resultado de uma metodologia mais focada.
“Nosso interesse é que a agenda seja completamente diferente daqui a cinco anos, e que após esse período, os projetos contratados e em realização sejam substituídos por outros”, explicou.
