Demanda no setor deve aumentar somente em 2011

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Drewry prevê queda de 2% no mercado este ano.


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A demanda por embarcações multipropósito permanecerá baixa para o resto do ano, após queda de 19% nos volumes em 2009. Segundo a consultoria Drewry, o setor deve registrar declínio de 2% este ano, mas também prevê uma perspectiva positiva para 2011.

De acordo com a autora do relatório da Drewry, Susan Oatway, o transporte multipropósito não sentirá qualquer crescimento significativo até o próximo ano. Porém, com a previsão de aumento de 4,5% para o PIB mundial a partir de 2010, a tendência positiva deve continuar até 2014.

A Drewry prevê que a demanda de carga para o setor crescerá em média de 3,3% nos próximos quatro anos, em comparação aos 6,4% para a demanda global de contêineres, e 4,9% para granéis sólidos.

A analista aponta que o segmento enfrentou concorrência de porta-contêineres e graneleiros. «Desde setembro de 2008, ambos os setores têm procurado aumentar a participação no mercado de carga geral. Mas o setor multipropósito manteve-se relativamente bem em 2009, pois a maior parte da carga de projeto possui contratos de longo prazo», afirma Oatway.

Desta maneira, as frotas de porta-contêineres e bulkers estão buscando recuperar os fluxos de carga geral que foram empurrados para os navios multipropósito, por conta do incremento de volume entre 2006 e 2009. No entanto, a Drewry considera que a carga de projeto continua a ser uma área de crescimento futuro para os multipropósitos, mas isso dependerá do desempenho das exportações da China.

«A novidade quanto à frota principal é que a tendência decrescente foi invertida. Embora ainda seja um dos setores mais antigos da frota marítima, ocorreu um número significativo de novas unidades entregues nos últimos anos, e a média de idade das embarcações baixou para quase 17 anos», declarou Oatway.

De acordo com a Drewry, a frota global de embarcações multipropósito é formada por cerca de 2.800 navios com capacidade total de 24 milhões de dwts. Deste número, cerca de 5% a 10% podem ser classificados como embarcações especializadas em projetos, com a maioria destes na faixa entre de 10 mil dwts e 15 mil dwts.

«Existe uma carteira de encomendas representando cerca de 28% da frota existente. Isto sugere que nem todos os pedidos são para simples substituição de navios, mas também para alguns investimentos em curso no setor. Todos os grandes operadores têm um número significativo de novas embarcações a caminho. Ao mesmo tempo, a expansão da frota não será superior a 1,5% – um forte indício de que o segmento pode não sofrer dos mesmos problemas de excesso de capacidade que outros enfrentarão no futuro», conclui o estudo.

fuente:Guia Maritimo

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