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Muitos afirmam – provavelmente com razão – que o quinquênio 2007-2012 será lembrado também, além de palco da primeira catástrofe econômica do Século XXI, como o período do início do fim do capitalismo, pelo menos tal como o conhecemos hoje, dependente que é do poder anônimo, tirânico e absoluto do “deus mercado”, que dita as regras e a forma do “sistema”, acordo geopolítico&econômico instaurado em 1944, em Bretton Woods, para gerir a economia mundial sob domínio dos Estados Unidos e sob a égide do dólar americano.

Até pode ser. Mas já não restam dúvidas: Está chegando a hora de questionar os antigos dogmas que ditam a forma de produzir e distribuir riquezas e que, de um modo ou outro, conseguiram entronizar o “mercado” como a verdade suprema do saber econômico nos últimos três séculos

 É claro, a fatura devida à mãe natureza e ao sacrifício daqueles que arcam com o custo real dessa insanidade, assim como às legiões de desprotegidos são, há tempos, (convenientemente) camuflados embaixo do tapete da indiferença e o egoísmo, característicos de nossa forma alienada de produzir e distribuir riqueza.

Princípio de ouro: Que sejam as próximas gerações a pagar a festança de nossa era!

 Na maioria dos países ricos – que desde sempre se apresentavam como exemplos a serem seguido pelos “outros” – pobres e emergentes – o crédito fácil, retroalimentado por alguns (inescrupulosos) alquimistas das finanças e aliado a inépcia da governança da coisa pública, foram fagulhas indispensáveis para acender a fogueira da cultura do consumo, avivada pela avidez dos ganhos de milhares de grandes empresas que pregavam aos quatro ventos: “Mais, mais, sempre mais”. É bom!  

Assim, com o ego devidamente massageado, a satisfação psicológica de possuir jogava ao escanteio o bom senso, deixando o imediatismo ganhar espaço no saber convencional, tingindo sempre de azul um futuro de eterna bonança e ganhando defensores incansáveis para manter a roda girando. Até quando?

 Então, é urgente e necessário mudar. Quem sabe para algo próximo à recomendação da ONU para uma economia sustentável que é “aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica. Sustenta-se sobre três pilares: é pouco intensiva em carbono; é eficiente no uso dos recursos naturais e socialmente inclusiva”. (Repito a lembrança. É importante!).


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