UMA ALIANÇA ESTRATÉGICA

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Em 23/05/2022, por meio de videoconferência, os vice-presidentes do Brasil, Hamilton Mourão, e da China, Wang Qishan, comandaram a sexta reunião do Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil (COSBAN), onde reiteraram o firme desejo de continuar fortalecendo os laços de amizade, cooperação, intercambio tecnológico e negócios entre ambos os gigantes.

 Na linha do tempo, desde os acordos de 1993 que sinalizaram o caminho para uma parceria mais intensa, Brasil e China, progressivamente, foram intensificando os seus diálogos e suas relações, sendo ponto de destaque a formalização de uma Aliança Estratégica em 2004. Em 2006 inicia suas atividades o COSBAN, logo transformado no principal mecanismo institucional para promover uma colaboração abrangente e profunda de longo prazo. Depois, em abril de 2010, os dois países subscreveram, em Pequim, um Plano de Ação Conjunta, complementado no Rio de Janeiro, em junho de 2012, com a assinatura do Plano Decenal de Cooperação Brasil-China, no marco da elevação das relações bilaterais à condição de “Parceria Estratégica Global”.  Atenção com o significado, literalmente!

Essa atitude, do ponto de vista da China, é totalmente lógica para os descendentes daqueles que ergueram a Grande Muralha – ainda povoada pelos espíritos dos mais de 1.000.000 operários que perderam a vida durante sua construção – especialistas em vislumbrar os acontecimentos futuros, notadamente no campo econômico, onde exercem com desenvoltura suas predições apoiadas nas melhores mentes que militam nas suas universidades, mestres em integrar os conhecimentos ocidentais com aqueles cunhados na sabedoria oriental. Assim, conseguem dimensionar e caracterizar o Brasil das próximas décadas, ainda que isso não seja sempre claro para os próprios brasileiros, amarados a sua cultura imediatista. Isto, transferido para seu grande interesse em nosso país, leva à conclusão lógica de que eles mantêm uma expectativa muito positiva para o futuro do Brasil. 

Na última década, foram evidentes para o Brasil os resultados positivos das ações prioritárias do Plano Decenal para o período 2012-2021, especialmente em áreas que, pela sua abrangência, são tanto um verdadeiro roteiro para uma política de desenvolvimento sustentável, como uma matriz de oportunidades crescentes para serem aproveitadas por ambos os países e que revela o interesse em caminhar cada vez mais juntos para enfrentar os desafios dos tempos que virão.

 Os destaques ficaram para a cooperação em áreas intensivas de conhecimento, sendo de assinalar-se tecnologias em energia renovável e energia limpa; bioenergia; nanotecnologia; biotecnologia aplicada à agricultura, à biomedicina e as ciências da vida; tecnologia agrária e florestal; e tecnologias de informação e comunicação, entre outras.

  Tudo, estruturado com a clara percepção das características de cada mercado e os princípios de benefício mútuo, desenvolvimento conjunto, viabilidade e eficiência. E claro: Sem perder de vista a necessidade de competir num mundo em constante mutação. 

Por outra parte e ainda que pouco mencionado, importante é lembrar que, com relação ao Brasil, a China não guarda nenhuma lembrança negativa do passado como, pelo contrário, é o caso com relação as potências colonialistas da Europa assim como com os EUA, o Japão e a Rússia que, de um modo ou outro, deixaram cicatrizes no subconsciente coletivo do dragão asiático.

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