Brasil tem a maior colônia libanesa no mundo

De 7 a 8 milhões de brasileiros são de origem libanesa, a maior colônia no mundo, o que faz o Líbano guardar a memória afetiva de muitos dos que estão no Brasil.Renata Giraldi*

Enviada Especial
Beirute (Líbano) – De 7 a 8 milhões de brasileiros são de origem libanesa, a maior colônia no mundo, o que faz o Líbano guardar a memória afetiva de muitos dos que estão no Brasil. Um deles é o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que é neto de fenícios – os primeiros habitantes do que hoje é o Líbano e responsáveis pelo desenvolvimento do comércio marítimo. Nos eventos públicos, ele é chamado de  “libanês” e tratado por “primo” pelos demais.
“Tive uma surpresa muito agradável aqui. Descobriram a minha família em uma vila no interior do Líbano. Você pode imaginar o que é isso? Fiquei emocionado. Tive uma aula sobre os fenícios e agora entendo a natureza verdadeira do mercador”, disse Miguel Jorge, que brinca com os libaneses afirmando que se “sente em casa” quando está no país deles.
Para o embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Fontoura, os dois países têm muito mais em comum do que se imagina. “Os libaneses são alegres, amistosos e simpáticos. Ao saber que há um vizinho novo na redondeza, batem na porta para perguntar se precisa de alguma coisa. Na escola, o aluno novo logo é integrado, e as outras crianças tentam criar um ambiente agradável para ele. Esse é o Líbano”, disse o diplomata.
Com forte influência europeia, o Líbano, dos três países visitados pela comitiva brasileira de 86 empresários, é o que demonstra mais proximidade com o ocidente. Nas ruas de Beirute, há uma mistura maior de costumes muçulmanos e de outras religiões. Mulheres sem véu e de saia acima dos joelhos não são tão observadas.
Muitos brasileiros de origem libanesa mantêm o coração e os pés nos dois países. Exemplos disso são os empresários Ali Ahmed Saifi e Mohamed Hussein El Zoghbi. Os dois trabalham com carne halal (palavra árabe que significa permitido, autorizado) – cujo processo de produção e abate seguem o rigor das normas muçulmanas – e passam parte do tempo entre São Paulo e Beirute.
“Tenho casa em Beirute, uma linda e agradável cidade. Acho que uma das mais bonitas que conheço”, disse Zoghbi. “Mas sou meio brasileiro e meio libanês. Não dá para escolher”, disse ele, que fala árabe e português sem sotaque.
Em 2009, as exportações brasileiras para o Líbano acumularam US$ 285,2 milhões, o que representou crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior. As vendas externas para o país totalizaram US$ 251,1 milhões. As importações brasileiras do Líbano, em 2009, tiveram queda de 97,5%, passando de US$ 53,5 milhões para US$ 1,3 milhão.
O Líbano mantém relações políticas e comerciais estreitas com vários países, como a França, Alemanha, e os Estados Unidos. Apesar das dificuldades causadas pelos inúmeros conflitos, o país tem um dos mais elevados padrões de vida da região.
O Líbano é o último país a ser visitado pela comitiva empresarial, liderada pelo ministro Jorge. O grupo já foi ao Irã e ao Egito.
*A repórter e o fotógrafo viajaram a convite do Ministério  do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Edição: Graça Adjuto

Fuente:Agência  Brasil Empresa Brasil de Comunicação

 

 

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