UMA ALIANÇA AMEAÇADA

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Evidentemente, o Mercosul tem um longo caminho a percorrer para consolidar uma posição de liderança como bloco que sinaliza o progresso da América Latina.

Até parece esquecido que esse grupo de nações já foi, pouco tempo atrás, uma promessa firme para seguir uma direção ideal nas relações econômicas, comerciais, sociais, estratégicas, operacionais e políticas desta parte do mundo.

Nas últimas semanas e até aproveitando o vazio de poder deixado pela próxima mudança de governo, surgiram das sombras forças acobertadas por interesses desprezíveis tentando provar que o Brasil – essencial para a solidez e continuidade dessa aliança – não precisa do Mercosul e que pode atender melhor seus interesses internacionais sem as amarras jurídicas e operacionais do bloco.

É bom insistir que os danos de uma possível volta atrás no processo de integração são substancialmente maiores que as diferenças eventualmente existentes entre os membros do grupo, todas passíveis de negociação. Basta lembrar a importância de manter-se a unidade que, somada ao acordo com a UE, não exclui ajustes com outros possíveis associados, como os países do Pacto Andino, China e Índia, apenas lembrando alguma das áreas econômicas onde o Mercosul poderia também encontrar aliados para acelerar o crescimento regional, por dizer o menos.

Com relação ao acordo com a UE, ora em face derradeira, sobram as evidências que ambas as partes permanecem plenamente comprometidos com essa negociação, tendo em vista os importantes ganhos econômicos, políticos e institucionais esperados para os dois lados dessa aliança através do Atlântico.

É evidente que as incertezas com relação à situação internacional aliada a aspectos indesejáveis da conjuntura interna de cada sócio, complicam a harmonia desejável no bloque e tem potencial para atrasar iniciativas importantes e impedir a consolidação de objetivos estratégicos.

Contudo, um fato essencial resulta da visão crítica dos principais países do mundo que muito bem pode sintetizar-se assim: “Se um grupo de países da América Latina consegue, apesar de suas divergências históricas, negociar, formatar e consolidar mecanismos institucionais de integração entre si merece credibilidade, possui maturidade política e, a partir de seu crescente prestígio internacional, pode vir a ser considerado um parceiro importante e confiável na formação de novas alianças”.

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