O MONSTRO DE MIL CABEÇAS

Compártelo con tu red

Numa antiga inscrição assíria, de 2.600 anos A.C. conservada no Museu do Homem, em Londres, pode ler-se: “Nos dias atuais, a corrupção** envenena a sociedade; os filhos o obedecem a seus pais; a moral já deixou de ser um guia para a conduta de nossos líderes; e assim o fim do mundo está se aproximando”

Hoje como ontem, esse flagelo continua assolando, praticamente, todos os povos do planeta, castigando centenas de milhões de pessoas com seus nefastos danos.

Esse flagelo anda sempre de mãos dadas com a total falta de ética e uma extraordinária capacidade para atuar às escondidas. E, com uma desfaçatez impecável, seus adeptos mais poderosos sabem muito bem disfarçar sua face repugnante atrás de uma fachada de imponência, esbanjando importância e soberba, fazendo questão em vender uma imagem pasteurizada do tipo “cidadão acima de qualquer suspeita”.

Entre seus aliados infalíveis e sempre dispostos a servir seus propósitos inconfessáveis, merecem destaque especial: a burocracia, em todos seus níveis e formas; as leis, que esquecem a Justiça e o Interesse Público; a ambição, que destrói o caráter; as organizações, quando seus líderes carecem de firmeza moral; os costumes, que petrificam os maus hábitos no altar do “sempre foi assim”; os controles, que entronam a fiscalização (e os fiscais). Bem, vocês podem também descobrir muitas cabeças mais para esse monstro que, abertamente ou às escondidas, cobra uma parcela de nosso bem-estar.

A Transparência Internacional, uma das entidades mais atuantes no combate a esse mal que aflige todos os países, ricos e pobres, grandes e pequenos, afirma que pode atribuir-se à corrupção, entre outros danos, pelo menos cinco epidemias que castigam o globo de forma impiedosa com seus efeitos catastróficos: 1) a facilitação e disseminação do comercio de drogas; 2) a existência e continuidade de conflitos armados; 3) a diminuição do ritmo e alcance do desenvolvimento econômico e social; 4) a corrosão da harmonia social, essencial para a convivência pacifica de seus diversos segmentos; 5) a descrença nas instituições e no sistema democrático de governo.      Ainda, levada pelo redemoinho dos tempos modernos, a sociedade é outra cúmplice não menos importante desse opróbrio, desde que descuida, as mais das vezes, a necessidade de priorizar e insistir nos valores superiores do ser humano e deixa de utilizar seus instrumentos fundamentais: A família, a religião e a educação.

Redefinir el papel de estas instituciones básicas de la sociedad no es una cuestión de elección, sino una respuesta imperativa para tratar de combatir esta terrible amenaza que cobra un precio escandaloso a las naciones que transitan por el siglo XXI.

Por Miguel Nozar – Economista y Escritor

close

SUSCRÍBETE

¡Se parte de la
comunidad de
TodoLOGISTICA !


Compártelo con tu red

Deja una respuesta

Translate (traduzir) »