FecomercioSP – Motor para superar a crise

FecomercioSP - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

FecomercioSP - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

Compártelo con tu red

Enquanto o mercado mundial segue em recessão, com diversos países em dificuldades de abastecimento, o setor do agronegócio brasileiro desponta como o único a registrar crescimento nas exportações e pode ter um papel importante na recuperação econômica do País

Na contramão das quedas sofridas pelas indústrias extrativa e de transformação, o setor agropecuário avançou 14,6% em agosto, na comparação com mesmo mês de 2019

O cenário internacional no período pós-pandemia ainda é difícil de ser traçado pelas incertezas geradas pela crise sanitária, que continua afetando muitos países, em especial as nações das Américas, e também pela indefinição sobre o resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre indicam que a agropecuária foi o único setor que apresentou elevação no período – avanço de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre deste ano e aumento de 1,2% em relação ao segundo trimestre de 2019.

Em agosto, as exportações do setor cresceram 14,6%, pela média diária, em relação a agosto do ano passado, enquanto a indústria extrativa caiu 15,4% e as da indústria de transformação recuaram 7,7%. Por conta disso, o saldo da balança comercial brasileira, em agosto, foi positivo em US$ 6,6 bilhões, o maior resultado para um mês de agosto desde o início da série histórica em 1989. No mês, as exportações somam US$ 17,7 bilhões e as importações, US$ 11,1 bilhões.

As exportações aos países da Ásia, principalmente da China, aumentaram durante a pandemia. Os chineses anteciparam as encomendas de vários produtos alimentícios diante das incertezas da evolução da pandemia no Brasil e em outros países fornecedores de alimentos.

 

Eleições norte-americanas

Nos próximos meses, também haverá uma certa dose de incerteza por conta das eleições presidenciais norte-americanas. As últimas pesquisas apontam Joe Biden como vencedor, mas a diferença para o atual presidente, Donald Trump, tem caído. Caso o democrata seja eleito presidente, podem ocorrer mudanças tanto nas relações entre China e Estados Unidos – hoje abaladas – quanto no posicionamento norte-americano em relação aos órgãos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC), já que o presidente Trump é um crítico ao modelo e age para o enfraquecimento desses órgãos.

 

Diálogo para buscar soluções

Diante deste cenário, o Conselho de Relações Internacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reforça a importância do trabalho realizado nos últimos meses,  por estabelecer um canal aberto de comunicação entre o setor produtivo e o Poder Público, que buscou melhorias para o ambiente de negócios. A pandemia evidenciou uma das principais bandeiras deste Conselho relacionada à facilitação do comércio:  a da digitalização de processos – documentos, assinaturas eletrônicas e fiscalização a distância. Sendo assim, o órgão vem acompanhando e cobrando iniciativas, como as contidas no Decreto 10.278 de 2020, que permite que um documento digitalizado tenha a mesma validade legal do original.

 

Protagonismo permanece

O comércio exterior seguirá tendo um papel importante na retomada, até mesmo por toda a cadeia de serviços que envolve, mas o aumento dos negócios depende da retomada econômica nos outros países.

As políticas protecionistas relacionadas à exportação de alimentos e de produtos relacionados ao combate e à prevenção ao covid-19 adotadas por alguns países, como a Índia, também será um desafio pós-pandemia. Tais restrições não devem permanecer no longo prazo, porém é natural que alguns países promovam políticas de incentivo à indústria da saúde, para terem maior segurança em eventuais pandemias futuras.

Durante a pandemia, ficou evidente o elevado grau de concentração da cadeia mundial de produção na China, o que provocou o desabastecimento de alguns setores. No Brasil, em certo momento a indústria eletroeletrônica relatou falta de componentes. Esta constatação pode refletir em uma desconcentração das cadeias de produção, mas alcance e ritmo ainda são incertos. A longo prazo, projeta-se o surgimento de cadeias locais e regionais de produção.

 


 

Quer saber mais sobre o trabalho do Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP?

Acesse

https://www.fecomercio.com.br/noticias/negocios/internacional/?src=ptl


Compártelo con tu red

Deja un comentario